Mudam-se os tempos / Por conta das vontades
23 Out 2009
“Filho e neto de camponeses sem terra” – assim começa a breve biografia de Saramago inscrita numa das badanas de Caim. No fundo é contra isto, sem a isto se referir, que Vasco Pulido Valente se insurge na crónica que escreve hoje no Público. E não o faz de forma tão inconsciente quanto possa parecer. Fá-lo com a mesma soberba (e ponta de inveja?) com que o oligarca se refere aos novos-ricos. Soberba e preconceito classista e ideológico: é isso que destila o texto de VPV. E na sua fanfarronada fala da “saloiice portuguesa” que dá importância a Saramago. Na sua arrogância venenosa até perde a verdadeira oportunidade de ofender Saramago. Porque saloiice manifesta Saramago ao dar importância a Portugal.
http://jornal.publico.clix.pt/noticia/23-10-2009/uma-farsa-18072781.htm
21 Out 2009
Saramago fala por voz própria: tem estatura intelectual que lhe é reconhecida universalmente; não foi “eleito” nem nomeado para ser quem é; não é produto das tantas vezes obscuras “promoções” sociais, culturais, políticas… alheias ao mérito e à competência, promovidas pelos insondáveis interesses de instâncias, de “famílias” e, até, de pessoas cá do burgo.
Saramago é uma personalidade universal pelo valor da pessoa que é. Não foi nomeado para se candidatar ao que é. Não foi a votos para ser o que é. E por isso pode dizer o que pensa. É dos poucos portugueses proeminentes que é ouvido e que pode dizer o que pensa sem peias, sem temer represálias, sem receio da castração cívica. Ninguém o pode despedir, demitir, expulsar. Não deixará de ser quem é se não tiver nomeações, votos, apoios.
É incómodo, não é? Até “faz impressão” que seja português.
Já agora, quem é Mário David? Faz alguma diferença que seja português?
E entre Saramago e Mário David, quem é Caim e quem é Abel?
17 Out 2009
Perante o silêncio que aqui paira e face à novelesca história que tem novamente unido Portugal, desta feita assumindo uma indignação profunda a algo passado em 2007 (Maitê Proença – a Dona Beija, a boa da cachoeira, que fez pensar que trabalhar na EPAL poderia ser um belo d’um tacho), trago-vos algo.
Há no entanto que convir que não deixa de ser surpreendente o facto de, em poucos anos, apenas duas personagens, ambas brasileiras, produzirem este efeito de união popular no povo português! – refiro-me, claro, a Scolari e Maitê. Um apelou à bandeirinha, outra, sem saber, apela à defesa da pátria. Nunca um português conseguiu tal coisa!
Enfim…, dizia, face ao silêncio do Povo e ao pobre vídeo já referido, o que aqui vos deixo é um vídeo de qualidade francamente superior e que permite um espaço de reflexão profunda.
Quarenta e dois segundos intensos.Quarenta e dois segundos cheios. Quarenta e dois segundos que disparam certeiro.
5 Out 2009
Partiu hoje, mas deixou-nos ontem. Mercedes Sosa, a voz de combate contra as ditaduras fascistas na América do Sul, a mulher luta, mulher coragem, mulher união.
Partiu hoje e, Gracias a la vida… à sua vida, La Negra, como era apelidada, enche-nos de saudades e de uma herança recheada de canções, que se assumem como um compromisso social de reflexão obrigatória.
De uma honestidade assinalável e de convicções notáveis, Mercedes Sosa é um exemplo para as gerações futuras.
Partiu hoje.
A ela…
adeus.
30 Set 2009
O presidente do Governo Regional da Madeira entende que Portugal, «como é um país louco, é natural que não seja seguro», uma situação que o faz ter «cada vez menos a ver com o rectângulo».
Comentando a declaração feita pelo Presidente da República, Alberto João Jardim explicou que ficou esclarecido de que «houve papéis em mãos de jornalistas que falavam de hipotéticas conspirações». «Esses papéis, estando nas mãos de um ou vários jornalistas do Público, foram parar aos jornalistas do jornal rival, o Diário de Notícias, que, assim, prestou serviço ao PS pelo que, agora, vamos ver qual é o prémio dos jornalistas que passaram os papéis para o jornal rival».
25 Set 2009
Tomem nota da sugestão. Ou melhor da intimação. Todos os dias dois cálices de Bushmills 10 anos ao deitar com charuto Cohiba a acompanhar numa varanda em noite de ananases. Conversa mole é optativo. É bom, faz bem, mas tem de ser todos os dias. Como terapêutica que é, os amigos ficam obrigados a fornecer garrafas de Bushhmills a cada 7 dias da semana.

O caso das escutas na Presidência da República é uma castanha quente que ainda está no lume e irá rebentar na boca de alguém. Quem e quando são as respostas que se procuram. Respostas que deverão anunciar quem andou a oferecer ao Expresso a mensagem de email do jornalista do Público que o DN veio a divulgar. Quando rebentará a castanha?… Talvez no epílogo da campanha eleitoral. Entre quarta e sexta-feira. Aposto na quinta. Não me espantaria de ver a castanha rebentar na boca mais brilhante da política portuguesa.
17 Set 2009
15 Set 2009
4 Set 2009
Vejam este vídeo, produzido na Argentina.
Trabalho jornalistico de investigação!!!
http://rd3.videos.sapo.pt/NfFGRGEsycd1B92K9v4V